The Old Guard (2020)

Ficha técnica

Ação · Fantasia · Gina Prince-Bythewood · 2h 5min

Sinopse

Quatro guerreiros com o dom da imortalidade protegem a humanidade há séculos. Mas seus misteriosos poderes viram alvo de ataque quando outra imortal entra em cena.

Veredito

⚠️ [ALERTA IDEOLÓGICO]: Normaliza relação homossexual heroica como amor eterno entre guerreiros imortais.

Análise detalhada

The Old Guard apresenta logo de início um casal homossexual entre dois de seus protagonistas imortais, Joe e Nicky, ex-cavaleiros cruzados convertidos em amantes eternos. Sua relação é mostrada como um vínculo heroico de lealdade absoluta, beijos apaixonados e declarações de amor que desafiam preconceitos, normalizando-a como um ideal positivo sem questionamentos nem consequências negativas. Essa visão se insere em uma trama de ação onde o amor romântico se equipara ao companheirismo guerreiro, pedindo ao espectador que o aceite como natural.

A violência domina a narrativa: combates brutais com esfaqueamentos, tiroteios sangrentos, explosões e regenerações que expõem feridas internas e órgãos, realismo cru que justifica a classificação R. A linguagem é chula, com palavrões frequentes, incluindo insultos fortes em diálogos intensos. Sensualidade leve com beijos e tensão romântica, mas sem nudez nem atos explícitos. A história explora temas de sacrifício e proteção humana, com lampejos de redenção na líder Andy, que questiona seu propósito eterno. No entanto, o pano de fundo ideológico ofusca esses elementos, instrumentalizando a compaixão pelos perseguidos para validar uma visão da intimidade contrária à ordem natural das relações humanas. Os pais devem ponderar se esta mensagem sutil convém a seus filhos, apesar da adrenalina da ação.